O trabalho por aplicativo começou a se popularizar com plataformas de viagem e entregas, como Uber, 99 e iFood. A contratação por demanda, mediada por um aplicativo, vem se estendendo para outros setores e chegou aos serviços públicos.
Buscando reduzir custos, companhias de abastecimento de água substituem trabalhadores treinados por terceirizados que atuam sem direitos trabalhistas. A principal função é a vistoria de imóveis, que é feita por fotografia e sem embasamento técnico.
Para os dirigentes sindicais, a qualidade do serviço e a segurança de consumidores e trabalhadores dos apps ficam ameaçadas com a nova modalidade. Segundo o dirigente Fábio Smarçaro, o processo de precarização começou com a Reforma Trabalhista de 2017.
Para Smarçaro, a modernização costuma ser usada para justificar a retirada de direitos. “Nunca para reduzir a jornada, melhorar a qualidade de vida ou dividir os ganhos de produtividade proporcionados pelas novas tecnologias”, completa.
Fonte: CUT
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil